“Histórias acabam, é sempre assim, sempre vai existir um final. E nem sempre esse final vai ser como eu queria, ele vai ser o resultado de tudo o que eu fizer no meu agora, é aquele ditado popular “você colhe o que planta”. Confesso que não penso muito no meu final, na verdade eu não penso nada, ainda nem tenho certeza DO QUE quero plantar, nem tenho certeza SE QUERO plantar algo. Afinal estou tão bem aqui do jeitinho que estou. Sem nada demais com o que me preocupar, sem ninguém me enchendo o saco, sem alguém me manipulando. Só eu e meu mundinho, eu e meu quarto, eu comigo mesmo. Só esperando pra saber onde e quando começo a escrever, pra só no final começar a pensar no tal do final…”

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“Talvez o que eu tenha feito de mais errado, foi perder oportunidades, deixá-las passar, pensando que um dia simplesmente retornariam me trazendo os mesmos bons ventos que traziam quando as recusei. Talvez meu maior erro fosse ter insistido em algo que não tinha futuro, fiquei cego. E foi exatamente essa cegueira que me fez perder as tais oportunidades, ou foi minha burrice mesmo. Não, não pode ter sido burrice, foi teimosia mesmo, ok a teimosia às vezes nos faz pensar de maneiras tortas, mas nada que um tapa dado em cheio pela realidade não concerte, eu fingi não sentir a dor do tapa, e continuei… Vaguei pelas mesmas ruas procurando o que já havia estado lá, e para minha surpresa, nada, nada estava no mesmo lugar, tudo mudou. Foi aterrorizante ver a mim próprio tão perdido em caminhos que conhecia como a palma da minha mão. Faltava-me algo. Faltava uma chance pra tentar de novo, chance essa que eu sei que nunca vou conseguir. Então pra que me martirizar não é?! Se é pra viver no errado, que o errado viva em mim.”
Jean.

“Então, por favor, não me julgue
E eu não julgarei você
Porque poderia ficar feio
Antes de ficar bonito.”
— Don’t Judge Me (via nevou)